Chinalco confirma que negocia investimento na Rio Tinto

O vice-gerente-geral da mineradora chinesa Aluminum Corp., Lu Youqing, confirmou hoje que a companhia está em "intensas" conversações com a Rio Tinto sobre um possível acordo e uma cadeira no conselho da empresa anglo-australiana. Lu afirmou que os dois lados estão discutindo o tamanho do acordo e o financiamento envolvido, mas recusou-se a revelar detalhes ou confirmar se a Aluminum Corp., conhecida como Chinalco, busca uma participação de 15% a 20% na Rio Tinto.

Falando sob a condição de anonimato, porém, outra autoridade da Chinalco confirmou que a empresa negocia com a Rio Tinto a possível compra de ativos. Segundo ele, "dinheiro não deverá ser um problema" para a Chinalco.Uma autoridade do Bank of China afirmou que o banco está envolvido nas negociações de um potencial investimento da Chinalco na Rio Tinto. Ao ser questionado sobre a possibilidade de a instituição financiar o acordo, ele disse que "depende de como a situação se desenvolver.

A decisão final ainda não foi tomada". A Rio Tinto, que procura ajuda para pagar US$ 38,9 bilhões em dívidas, revelou no início do mês que estava em conversações com a companhia chinesa sobre a possibilidade de vender participações minoritárias em algumas de suas operações de mineração e sobre um investimento em instrumentos conversíveis.

A Chinalco, maior produtora de alumínio da China, tornou-se a maior acionista da Rio Tinto no ano passado, depois de associar-se a Alcoa para pagar US$ 14,1 bilhões por 9% de participação na companhia anglo-australiana, aumentando sua fatia para 12%.

O investimento representou o maior aporte feito por uma empresa chinesa fora do país. Um jornal australiano afirmou na semana passada que o acordo em discussão poderá totalizar cerca de US$ 20 bilhões. A Chinalco declarou que não procurará indicar um diretor para a Rio Tinto enquanto tiver menos de 15% de participação na companhia.

"Os 12% (da Rio Tinto) que a Chinalco atualmente possui não dão direito a voto (no conselho)", disse Wang Lixin, da consultoria chinesa Umetal. "Um acordo poderia dar à Chinalco esse direito a voto. Isto é muito importante para a empresa", disse a consultora.

Fonte: Agência Estado

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