Metais caem com foco em resgate financeiro e pacote dos EUA
Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam queda nesta terça-feira, com investidores aguardando o anúncio pelo Tesouro dos EUA do programa de resgate financeiro e a votação no Senado do pacote de estímulo.
Segundo traders e analistas, o movimento recente de cobertura de posições vendidas foi interrompido hoje, mas os metais podem ser impulsionados no decorrer da sessão, dependendo das notícias que surgirem dos EUA. Na Comex eletrônica, o cobre para março caía 2,36% para US$ 1,5750 por libra peso às 9h40 (de Brasília).
Às 8h33 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 3.538 ,00 por tonelada na LME, queda de 1,2% ante o fechamento de ontem, e o alumínio recuava 0,9%, a US$ 1.429,80 por tonelada. O zinco perdia 1,4%, a US$ 1.178,00 por tonelada, e o níquel tinha desvalorização de 2,5%, a US$ 11.207,33,00 por tonelada. O chumbo caía 2,3%, a US$ 1.170,00 por tonelada, e o estanho perdia 0,7%, a US$ 11.150,00 por tonelada. Investidores estão de olho no Senado e no plano de resgate financeiro.
O secretário do Tesouro dos EUA, Tim Geithner, deve apresentar nesta terça-feira, às 14 horas (de Brasília), o novo plano do governo para a estabilização do sistema financeiro. Segundo o analista Leon Westgate, do Standard Bank, o anúncio será acompanhado atentamente e, se decisivo o bastante, pode desencadear um rali nos metais básicos.
"O pacote dos EUA será apresentado como uma boa notícia e o plano de resgate bancário pode dar esperança aos investidores", afirmou o analista Robin Bhar, da Calyon Metals. No entanto, os ganhos nas duas últimas semanas foram causados por cobertura de posições vendidas e foram uma "interrupção temporária à tendência geral de queda dos mercados", disse Bhar.
De acordo com o analista Michael Widmer, do PNB Paribas, se a compra de metais pelo Departamento de Reservas Estatais da China se materializar, isso não será necessariamente altista. Segundo ele, há incertezas sobre qual volume seria comprado e autoridades chinesas poderiam comprar diretamente de produtores de cobre, ficando sensíveis aos preços e, em consequência disso, atrasar as compras.
Além disso, se a China comprar diretamente de produtores, as compras não passariam pelo sistema da LME. E se as autoridades comprarem de armazéns domésticos, isso reduziria a visibilidade dessas transações no mercado de metais. Os estoques de cobre na LME subiram 6.650 toneladas, e os de alumínio aumentaram 14.525 toneladas. Já os estoques de zinco diminuíram 1.850 toneladas.
Fonte: Agência Estado