Metais operam em queda com realização de lucros; cobre recua 2,27%
O cobre negociado na London Metal Exchange (LME) registrava baixa nesta terça-feira pressionado por realização de lucro após os ganhos de ontem, que foram causados por compras de especuladores e fundos. Os demais metais básicos também operavam em queda, acompanhando o movimento do cobre. Segundo traders e analistas, o cobre pode cair novamente abaixo de US$ 3.000,00 por tonelada este mês devido ao cenário de demanda fraca, e encontra forte resistência a US$ 3.610,00 por tonelada.
Desde o início do ano, os estoques de cobre na LME mostram aumento de 32%. Às 8h16 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 3.431,50,00 por tonelada na LME, queda de 3,5% ante o fechamento de ontem, e o alumínio recuava 1,3%, a US$ 1.365,00 por tonelada.
O zinco perdia 0,7%, a US$ 1.190,00 por tonelada, e o níquel tinha desvalorização de 3,4%, a US$ 11.500,00 por tonelada. O chumbo caía 2,4%, a US$ 1.161,00 por tonelada, e o estanho recuava 3,5%, a US$ 11.950,00 por tonelada. O contrato do cobre para março caía 2,27%, para US$ 1,5505 por libra peso na Comex eletrônica.
Apesar da queda de hoje, o analista Will Adams, do site Base Metals, acredita que o cenário para os metais é positivo. "No geral, o cenário para os metais parece construtivo, o dólar está pressionado e outros mercados parecem mais fortes", disse ele.
No entanto, traders disseram que a alta recente não foi baseada nos fundamentos e, sim, em compras de alguns grandes fundos e especuladores, o que gerou cobertura de posições vendidas e compras estimuladas por fatores técnicos. "Grandes compras de especuladores e fundos podem movimentar o mercado facilmente e provocar cobertura de posições vendidas, como vimos na sexta e na segunda-feira", disse um trader de Londres.
Segundo ele, os preços do cobre na LME podem ter como alvo o nível de US$ 4.000,00 por tonelada se o metal fechar acima de US$ 3.600,00 por tonelada alguns dias seguidos. De acordo com o banco Commerzbank, o cobre recebeu algum suporte do inesperado aumento divulgado ontem no número de vendas de imóveis usados nos Estados Unidos.
Há também estímulos do lado da oferta. A Freeport McMoRan, segunda maior produtora mundial de cobre, afirmou que está dobrando as estimativas de corte na produção este ano. "Mais ajustes precisam ser feitos na produção para restaurar o equilíbrio no mercado de cobre. Consequentemente, continuamos bastante céticos quanto à perspectiva de preço no curto prazo", disse o banco.
Fonte: Dow Jones