Metais sobem com dados melhores da China e EUA, mas alta é frágil

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam alta nesta quarta-feira pela terceira sessão seguida, impulsionados por dados econômicos melhores do que o esperado na China e nos Estados Unidos, segundo analistas. Os dados geraram expectativas de uma recuperação na economia global e um possível aumento na demanda por metais.

Uma série de fechamentos em alta nos mercados mundiais de ações também está melhorando a confiança dos investidores. Às 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 3.391,50 por tonelada na LME, alta de US$ 18,50 sobre o fechamento de ontem, depois de atingir uma máxima a US$ 3.447,50 por tonelada em momentos anteriores da sessão.

O alumínio avançava US$ 15,50 a US$ 1.420,00 por tonelada, e o zinco ganhava US$ 11,00 a US$ 1.184,00 por tonelada. O chumbo tinha valorização de US$ 19,00 a US$ 1.188,00 por tonelada, e o níquel subia US$ 175,00 a US$ 11.780,00 por tonelada.

O estanho subia US$ 452,00 a US$ 11.452,00 por tonelada. O contrato do cobre para março subia 0,53% para US$ 1,5300 por libra peso na Comex eletrônica. "Há sinais de que talvez o pior possa estar perto do fim", afirmou o analista David Thurtell, do Citigroup. "Acredito que os investidores estejam entrando novamente no mercado." Dados sobre o índice de manufatura chinesa divulgados nesta quarta-feira mostraram que a contração da indústria parece estar diminuindo.

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China, que avalia a atividade manufatureira, subiu para 45,3 pontos em janeiro, de 41,2 pontos de dezembro, segundo a Federação de Compras e de Logística da China. O resultado se segue a uma inesperada recuperação nos dados sobre vendas pendentes de imóveis nos EUA em dezembro, divulgados ontem.

O tom otimista ajudou o cobre a ignorar um aumento de 4.650 toneladas nos estoques da LME. Os estoques da maioria dos demais metais ficaram estáveis ou diminuíram. Mas traders do mercado físico não estão confiantes sobre a alta do cobre.

"Ainda estamos presos em um intervalo (de preços)", disse um trader de Londres, acrescentando que o metal enfrenta resistência a US$ 3.500,00 por tonelada. De acordo com outro trader, os ganhos do zinco e do chumbo foram estimulados pelo avanço do cobre, sem uma melhoria perceptível dos fundamentos.

"Não vi uma mudança no mercado. Acredito que esteja havendo cobertura de posições vendidas e compras técnicas." Vendas de produtores parecem ser uma ameaça iminente ao rali. Sem mais evidências de uma recuperação na economia global ou uma redução nos cortes de empregos, o rali pode acabar.

"Há evidência de que produtores estão felizes em vender cobre a qualquer preço acima de US$ 3.500,00 por tonelada", disse Thurtell, acrescentando que a confiança ainda está muito frágil. Analistas de cobre de Xangai e Pequim lançaram dúvida sobre um relato da mídia nesta quarta-feira de que o Departamento de Reservas Estatais da China está iniciando uma série de compras de cobre que poderiam totalizar 1 milhão de toneladas, provenientes do mercado interno e externo.

Segundo o relato, os estoques de cobre aumentaram em 10.000 toneladas em um "grande armazém do departamento (de reservas estatais da China)" em Xangai na semana passada. "Essa informação não está bem fundamentada. Não acredito nisso", disse Bonnie Liu, analista do Macquarie Bank em Xangai.

Liu disse ter conhecimento do embarque de 10.000 toneladas em questão, que chegou durante o Ano Novo Lunar e ficou temporariamente armazenado em espaço compartilhado com um armazém do departamento. No entanto, segundo a analista, o armazenamento do cobre é "uma prática comum" não relacionada a objetivos do departamento.

"O aumento de estoque não teve nada a ver com o departamento." O analista Jiang Guofeng, da consultoria estatal Antaike, afirmou não ter ouvido nada que justifique o rumor de que o departamento esteja estocando cobre.

Fonte: Agência Estado

 

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